Por Quim Colomer, Diretor de Serviços
O campeonato da MotoGP entra na reta final da temporada de 2026, com três Grandes Prêmios ainda por disputar no Catar, em Portugal e na Espanha. O GP do Catar será realizado em Lusail, de 6 a 8 de novembro, seguido pelo de Portugal, em Portimão, de 20 a 22 de novembro, e pela última etapa da temporada, em Cheste, de 27 a 29 de novembro.
Para os consultores de viagens que organizam deslocamentos em torno desses eventos, os três fins de semana podem parecer semelhantes no papel. Os viajantes chegam, hospedam-se na cidade-sede ou nos arredores, vão ao circuito e, ao terminar, voltam para casa ou continuam suas viagens.
No entanto, são três viagens bem diferentes. Em Lusail, Portimão e Cheste, a relação entre o circuito e os principais pontos de chegada e hospedagem é bem diferente. Além disso, os horários das corridas e as condições de acesso determinam, em grande parte, como o transporte terrestre deve ser organizado.
Três corridas, três viagens diferentes
As três últimas etapas compartilham o mesmo formato de fim de semana, mas chegar ao circuito apresenta necessidades diferentes em cada destino. O tempo necessário depende em grande parte de onde o viajante se hospeda e das condições de acesso estabelecidas durante o evento.
- O Catar abre a reta final no Circuito Internacional de Lusail. O Aeroporto Internacional de Hamad (DOH) é a principal porta de entrada para viajantes internacionais, e muitos visitantes se hospedam em Doha e seguem para o Norte para chegar ao circuito. O Catar se diferencia das duas etapas europeias porque a corrida da MotoGP é disputada à noite, o que adia os horários habituais para mais tarde. Lusail também dispõe de áreas específicas para embarque e desembarque de passageiros; portanto, a organização do transporte deve levar em conta as condições de acesso ao circuito.
- Portugal exige uma abordagem diferente. O Autódromo Internacional do Algarve fica em Mexilhoeira Grande, nos arredores de Portimão. O Aeroporto de Faro (FAO) é o aeroporto internacional mais próximo, e muitos visitantes se hospedam em Portimão, Lagos ou em outros pontos do Algarve. A localização da hospedagem pode, portanto, influenciar consideravelmente o trajeto diário até o circuito. Os acessos durante o fim de semana acrescentam outro fator a ser levado em conta, já que as áreas de estacionamento ao redor do circuito costumam ficar entre 10 e 30 minutos a pé do recinto.
- A Espanha encerra o campeonato uma semana depois no Circuito Ricardo Tormo, em Cheste. Os visitantes que se hospedam em Valência precisam se deslocar da cidade várias vezes durante o fim de semana, sendo a rodovia a principal via de conexão com o circuito. Existem normas específicas de estacionamento e acesso para veículos credenciados, o que condiciona a chegada dos passageiros e os locais onde o veículo pode esperar ou buscá-los.

Os três fins de semana compartilham o mesmo objetivo, mas chegar a cada circuito apresenta situações muito diferentes. O tempo normal de viagem entre o hotel e o circuito revela apenas uma parte das informações necessárias para organizar um fim de semana de MotoGP. Os controles de trânsito, as regras de estacionamento e as áreas às quais cada veículo tem acesso condicionam a última parte do trajeto.
Isso ganha especial importância quando é preciso chegar a tempo a uma sessão ou a um evento privado, já que é aconselhável prever um tempo extra para acessar o recinto e se deslocar por seus arredores.
Deslocamentos além do circuito
Participar de um evento de MotoGP raramente se resume apenas a ir ao circuito para a corrida de domingo. Os treinos, a qualificação, a corrida Sprint e os eventos privados fazem com que os participantes frequentem o circuito várias vezes durante o fim de semana, além de outros planos fora do recinto.
A chegada ao circuito geralmente depende de um horário específico. Os viajantes devem estar lá antes de uma sessão ou compromisso determinado, mas o retorno pode ser mais difícil de prever. Os fãs podem ficar mais tempo após a corrida ou mudar de planos durante o dia, enquanto, na saída, se deparam com milhares de espectadores que estão deixando o circuito ao mesmo tempo.
Por isso, um mesmo meio de transporte pode não ser o mais adequado para todo o fim de semana. Um traslado programado funciona bem quando se conhecem os horários de saída, enquanto contar com um motorista por hora é mais prático quando os planos estão sujeitos a alterações. A escolha dependerá de como o viajante planeja organizar cada dia.
Portugal e Espanha em uma mesma viagem
As duas últimas etapas acontecem em fins de semana consecutivos. A corrida em Portugal acontecerá de 20 a 22 de novembro e a da Espanha, de 27 a 29, deixando apenas quatro dias completos entre o fim de um Grande Prêmio e o início do seguinte.
Os viajantes que forem assistir a ambas podem, portanto, considerar a viagem de Portugal para a Espanha como parte de uma mesma viagem, em vez de organizar duas estadias separadas. Dessa forma, a partida do Algarve, o trajeto subsequente e a chegada a Valência podem ser integrados em um único itinerário.
O intervalo fica ainda mais curto para quem planeja participar das atividades de sexta-feira, em vez de chegar apenas para as principais sessões do fim de semana. O que no calendário aparece como duas corridas separadas por uma semana pode se tornar, na prática, uma única viagem.
Planejando as três últimas corridas
Catar, Portugal e Espanha mostram porque a organização de um fim de semana de MotoGP não pode se basear apenas na distância do hotel até o circuito. Lusail implica horários noturnos e deslocamentos frequentes a partir de Doha. No Algarve, a localização da hospedagem e as condições de acesso ao circuito condicionam os deslocamentos de cada dia. Valência combina os traslados da cidade com os acessos específicos ao circuito de Cheste.

Os horários são igualmente importantes. Um viajante que pretenda assistir a várias etapas pode precisar de traslados programados para alguns trajetos e de maior flexibilidade para outros, especialmente quando é difícil prever a hora de saída do circuito. E, para quem viaja de Portugal até Valência, as duas últimas etapas podem se tornar, na prática, uma única viagem.
As três corridas fazem parte do mesmo campeonato, mas não exigem a mesma organização logística. Entender as diferenças antes de viajar pode tornar as últimas semanas da temporada de MotoGP muito mais fáceis de gerenciar.